Importar boundary SHP de outras fontes
O ESRI Shapefile (SHP) é o formato de arquivo vetorial mais difundido do mundo GIS. Muitas bases de dados agrícolas (CAR, SIGEF/INCRA, exportações de cooperativas, exportação própria do Excel) podem trazer SHP com o limite do talhão.
O DroneField, por meio da biblioteca integrada PROJ, converte de qualquer sistema de projeção para WGS84 — mesmo se o SHP estiver originalmente em uma projeção local nacional como SIRGAS2000.
O que você precisa saber?
Seção intitulada “O que você precisa saber?”Um “arquivo SHP” na verdade são 4-6 arquivos juntos:
| Arquivo | Para quê? |
|---|---|
.shp | A geometria (polígonos, linhas, pontos) |
.shx | Índice do .shp |
.dbf | Tabela de atributos (nome, área, categoria, etc.) |
.prj | Sistema de Referência de Coordenadas (SRC) — essencial |
.cpg | Codificação de caracteres (Windows-1252, UTF-8, etc.) |
.sbn/.sbx | Índice espacial (opcional) |
Sempre anexe também o arquivo .prj! Ele informa ao
DroneField em qual sistema estão as coordenadas do SHP.
O processo de importação
Seção intitulada “O processo de importação”- Na tela do mapa abra a barra Boundary (clique na camada Limites de talhão na barra lateral esquerda).
- Clique em Importar.
- Escolha a opção ESRI Shapefile.
- Abre-se um seletor de arquivos. Localize o
.shp(os demais serão lidos automaticamente). - Se o arquivo
.prjestiver presente, o DroneField reconhece automaticamente a projeção (por exemplo, “SIRGAS 2000 / UTM zone 23S (EPSG:31983)”). - Se não houver
.prj, aparece uma lista — escolha manualmente a projeção correta no menu pop-up. - Caixa de diálogo de confirmação: durante a importação as coordenadas são convertidas para WGS84 com o PROJ.
- Clique em Importar. Todos os polígonos aparecem no mapa.
Sistemas de origem frequentes no Brasil
Seção intitulada “Sistemas de origem frequentes no Brasil”| Origem | Projeção | Código EPSG |
|---|---|---|
| CAR / SICAR | SIRGAS 2000 (geográficas) | EPSG:4674 |
| SIGEF / INCRA | SIRGAS 2000 (geográficas) | EPSG:4674 |
| SIRGAS 2000 / UTM zone 22S (MS, GO, MT) | UTM 22S | EPSG:31982 |
| SIRGAS 2000 / UTM zone 23S (SP, MG, PR) | UTM 23S | EPSG:31983 |
| SIRGAS 2000 / UTM zone 24S (BA, MG, RJ) | UTM 24S | EPSG:31984 |
| Exportação do OpenStreetMap | WGS84 | EPSG:4326 |
| Google Earth KML → SHP | WGS84 | EPSG:4326 |
| SAD69 (mapas antigos) | SAD69 | EPSG:4618 |
| DJI Pilot Mission Planner export | WGS84 | EPSG:4326 |
O DroneField gerencia todos eles — automaticamente.
UTM → WGS84 — o caso mais frequente
Seção intitulada “UTM → WGS84 — o caso mais frequente”O SIRGAS 2000 / UTM (zonas 18S a 25S cobrem todo o Brasil) é o sistema em que a maioria dos SHP oficiais brasileiros estão.
Exemplo:
- Entrada (SIRGAS 2000 / UTM 23S):
(333 000, 7 394 000)— perto de São Paulo - Saída (WGS84):
(23,55°S, 46,63°W)
O DroneField converte com a biblioteca PROJ 9.4 — a margem de erro é < 1 cm, menor que o GSD do drone.
O que contém o arquivo de atributos .dbf?
Seção intitulada “O que contém o arquivo de atributos .dbf?”O DroneField usa automaticamente os seguintes campos:
- Nome / Name / TALHAO / NAME — o nome da boundary
- TIPO / TYPE — se for “obstacle” ou “exclusion”, é marcado como obstáculo / zona de exclusão de pulverização
- Área / AREA — apenas informativa (o DroneField a recalcula)
Outros atributos (por exemplo, classe de solo, identificador do
parceiro) o DroneField não importa, mas o arquivo .dbf
permanece intacto — visível no QGIS.
Obstáculos e zonas de exclusão de pulverização
Seção intitulada “Obstáculos e zonas de exclusão de pulverização”Se no SHP estiverem juntos o limite do talhão E os obstáculos (no mesmo arquivo), um campo de atributo permite distingui-los:
Talhao boundary 47.62 haArvore-1 obstacle 0.01 haCabo exclusion 0.03 haO DroneField os separa com base nisso e os importa com o tipo correto.
Se não houver tal campo, todos os polígonos entram como “Limite de talhão” — depois você pode modificá-los (clique com o botão direito sobre a camada → Modificar tipo).
Codificação de caracteres
Seção intitulada “Codificação de caracteres”Os caracteres acentuados (Ã, Ç, Ó, Á) às vezes são
problemáticos. O DroneField tenta nesta ordem:
- UTF-8 (moderno, recomendado)
- Windows-1252 (os SHP antigos costumam estar nesta)
- ISO-8859-1
Se nas boundaries importadas os caracteres aparecerem como
caracteres estranhos (por exemplo, “Sertãozinho” aparece
como “Sert�ozinho”), modificando o .cpg ou convertendo o
SHP para UTF-8 no QGIS você resolve.
O que NÃO fazer?
Seção intitulada “O que NÃO fazer?”- Não empacote o SHP em ZIP antes de importá-lo — o seletor não descomprime. Descomprima primeiro.
- Não mova separadamente o
.shpe o.prj— devem estar juntos na mesma pasta. - Não sobrescreva um SHP em uso — a boundary importada já está no projeto; modificar o SHP origem não a afeta.
Também exporta
Seção intitulada “Também exporta”Se você quiser exportar para SHP (por exemplo, para o sistema GIS do parceiro), use Exportar → ESRI Shapefile da barra Boundary. O DroneField exporta em WGS84 — se preciso, o parceiro reconverte para o seu sistema (SIRGAS 2000, por exemplo).